Os tickers são códigos na maioria das vezes compostos por 4 letras e 1 ou dois dígitos, usados na identificação de ativos de renda variável na B3
Atualizado em
Bruna de Paula
Tempo de leitura · 7 min
Publicado em
27 de setembro de 2022
Há uma grande variedade de tickers na Bolsa de Valores. O termo, que se refere ao sistema de identificação usado para denominar ativos de renda variável negociados no pregão, é de importante compreensão para entender exatamente a negociação.
Esses códigos deixam o acordo mais eficiente: facilitam a busca dos ativos nas plataformas de investimento e home brokers e até tornam mais rápido o acesso a gráficos e índices que acompanham o seu desempenho.
Afinal, no day trade, alguns segundos podem fazer toda a diferença para o resultado financeiro da operação.
Neste post, iremos explorar esse conceito com mais profundidade, além de responder a uma série de dúvidas frequentes sobre o assunto.
Tem interesse em aprender mais sobre o mercado de ações? Então, separe alguns minutos para ler os seguintes posts:
Tickers são os códigos que dão nome a ativos de renda variável na Bolsa de Valores, incluindo ações, com o objetivo de facilitar sua identificação e negociação. No mundo da renda variável, você pode detectar essa nomenclatura em diversos lugares, como em:
Atualmente, estão listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, aproximadamente 500 empresas que podem ter, cada uma, múltiplas ações. Além disso, são mais de 900 BDRs, 413 FIIs, 77 ETFs e uma série de opções e units. Tudo isso resulta em milhares de ativos disponíveis no mercado.
Só isso já tornaria essencial a implementação de um sistema de identificação. No entanto, ao considerar a agilidade característica das negociações feitas no mercado de renda variável, essas nomenclaturas também precisariam ser de rápida interpretação, para manter a velocidade deste processo.
Em geral, os códigos da bolsa brasileira são formados por letras e números que compõem uma sequência de 5 ou 6 caracteres.
Então, em primeiro lugar, aparecem as quatro letras que indicam a empresa que é negociada.
Na sequência, estará o número que diz respeito a alguma característica da natureza desse ativo. Portanto, no caso das ações, esse sufixo é composto por um ou dois dígitos, como indicado abaixo:
Número do sufixo | Tipo de ativo |
|---|---|
1 | Direito de subscrição a uma ação ordinária |
2 | Direito de subscrição a uma ação preferencial |
3 | Ação ordinária |
4 | Ação preferencial |
5 | Ação preferencial da classe A |
6 | Ação preferencial da classe B |
7 | Ação preferencial da classe C |
8 | Ação preferencial da classe D |
9 | Subscrição de uma ação ordinária |
10 | Subscrição de uma ação preferencial |
Portanto, ao considerar o nosso exemplo inicial, dizemos que o ticker ABCD3 representa uma ação ordinária da empresa hipotética ABCD.
Além disso, para outros ativos como fundos imobiliários, ETFs eunits , é usado o número 11. Porém, vale ressaltar aqui que a maioria dos BDRs é representada pelos números 32, 33, 34, 35 e 39.
Há, ainda, variações mais específicas. No caso de operações feitas no mercado de balcão organizado, ligado a empresas não listadas, mas passíveis de transações por determinadas instituições, o padrão é adicionar um sufixo “B” ao final do ticker. Já para operações no mercado fracionário, adiciona-se um “F”.
No mercado de opções, por fim, os códigos da bolsa são mais elaborados: além dos 4 dígitos que identificam o nome da corporação, é adicionada uma quinta letra que representa o mês de vencimento da opção. Além disso, há um número cujo significado é o preço-alvo da opção ou strike.
Você pode descobrir qual letra representa cada mês na tabela abaixo:
Mês | Letra | Mês | Letra |
|---|---|---|---|
Janeiro | Compra: A Venda: M | Julho | Compra: G Venda: S |
Fevereiro | Compra: B Venda: N | Agosto | Compra: H Venda: T |
Março | Compra: C Venda: O | Setembro | Compra: I Venda: U |
Abril | Compra: D Venda: P | Outubro | Compra: J Venda: V |
Maio | Compra: E Venda: Q | Novembro | Compra: K Venda: W |
Junho | Compra: F Venda: R | Dezembro | Compra: L Venda: X |
A depender da bolsa em questão, os tickers internacionais podem variar em sua composição, pois seguem regras distintas das aplicadas na B3. Tome como exemplo os maiores mercados dos Estados Unidos, como a Nasdaq e a NYSE: apesar de usarem o mesmo fundamento, os tickers presentes nas duas bolsas apresentam diferenças.
Na NYSE, os códigos costumam ser menores, de apenas três letras. Já no caso da Nasdaq, os tickers de ações ou cotas de ETFs tendem a ser maiores e podem chegar a até cinco letras. No entanto, essas não são regras totalmente rígidas e é possível encontrar variações em ambas as bolsas.
Existe ainda outra distinção que podemos notar entre os tickers da B3 e os do mercado americano. Enquanto no Brasil usamos números para distinguir tipos de ativos, nas bolsas dos EUA, as informações sobre o status de uma companhia ou suas ações é feita por letras. Na Nasdaq, há apenas a adição da letra e, na NYSE, existe um ponto final para a separar da sigla da empresa.
Assim, se o ticker for finalizado em J representa uma ação ordinária, já se terminar em K é uma ação preferencial. Do mesmo modo, um código da bolsa seguido por R representa direitos, U significa units e X indica fundos mútuos.
Ao considerar que a maioria dos home brokers disponíveis hoje no mercado é digital, o ticker também desempenha uma função de acelerar a pesquisa. Afinal, será preciso digitar pouco para não só encontrar os ativos que deseja, mas todas as informações necessárias.
É também por meio desses códigos da bolsa é possível rapidamente acessar os gráficos que mostram a cotação diária e histórica do ativo, bem como os indicadores de desempenho das ações. Essas são referências que devem ser consultadas sempre.
É por isso que na nossa plataforma de investimentos, o C6 Invest, existe a possibilidade de escolher em que papéis deseja investir, dentro do mesmo app que se mantém toda sua vida financeira.
Adicionalmente, nosso home broker disponibiliza indicadores em tempo real para acompanhar as atualizações simultaneamente, como cotações de abertura, máxima e mínima, volume negociado, horário da última cotação e leilão.
Para investir em renda variável com o C6 Invest, basta seguir os passos abaixo:
Em resumo, os tickers da B3, bem como os usados por outras bolsas de valores, são pensados para melhorar a eficiência e a segurança na hora de investir. Através do uso desses códigos, as operações podem ser feitas de forma mais rápida e transparente quanto às negociações.
E, quando há o acesso a plataformas completas que permitem aplicar na B3 e no exterior, os benefícios em relação à praticidade para investir são ainda maiores. Aproveite para conhecer o C6 Invest, nossa plataforma de investimentos, e o C6 Global Invest, serviço de intermediação feito para quem deseja ter acesso a ativos globais.
Chegamos ao fim deste post. Esperamos ter tirado as suas dúvidas sobre os tickers na bolsa, bem como a melhor maneira de interpretá-los e como eles podem ajudar você ao fazer investimentos.
Gostaria de ler outras matérias como essa e entender mais sobre investimentos? Aproveite para conferir também:
Ainda não está usando o C6 Bank? Baixe o app, abra sua conta digital, peça seu cartão sem anuidade (sujeito a análise) com a cor que quiser e aproveite um banco completo com tudo em um só app.
Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.
Tags relacionadas