• Início
  • Investimentos
  • Fundos imobiliários: guia iniciante para investir em FIIs 

Fundos imobiliários: guia iniciante para investir em FIIs 

Entenda o que são fundos imobiliários (FIIs), conheça os principais tipos e descubra como escolher e investir em nosso passo a passo.

Atualizado em

Leonardo Uller

Tempo de leitura · 17 min

Publicado em

20 de outubro de 2022

O mercado de FIIs atingiu a marca de 2,96 milhões de investidores em 2025, segundo dados divulgados pela B3 (bolsa de valores). O número reforça o espaço que esses papéis conquistaram entre brasileiros que buscam aplicações ligadas ao setor imobiliário. 

Esse interesse está relacionado à possibilidade de investir em empreendimentos como shoppings, lajes corporativas e galpões logísticos sem a necessidade de adquirir um imóvel diretamente. 

Além disso, a estrutura dos fundos permite acesso a ativos diversificados e gestão profissional, o que amplia as possibilidades de estratégias ao longo do tempo. 

Este guia reúne o que são fundos imobiliários, como funcionam, quais tipos existem, de onde vem o retorno e como investir na prática.

Principais aprendizados deste artigo: 

  • Fundos imobiliários são uma forma de investir no mercado imobiliário sem comprar um imóvel, por meio de cotas negociadas na bolsa de valores que dão direito a uma parte dos resultados. 
  • Os FIIs funcionam como um condomínio de investidores, em que um gestor profissional aplica os recursos em imóveis ou títulos do setor. 
  • Há três principais tipos de fundos imobiliários. O de tijolo gera rendimentos com aluguel de propriedades, o de papel com juros de títulos imobiliários e o híbrido combina os dois. 
  • Para investir em FIIs, é preciso abrir conta em uma corretora, analisar o perfil de investidor, escolher os fundos e acompanhar relatórios e rendimentos. 
  • Para quem quer diversificar a carteira e gerar renda, pode valer a pena investir em FIIs, desde que esteja ciente das oscilações e dos riscos. 

O que são fundos imobiliários?

Fundos imobiliários são um investimento que aplica recursos em empreendimentos ou em títulos ligados ao mercado imobiliário. Em vez de comprar um imóvel, o investidor adquire cotas que circulam na bolsa de valores e recebe uma parte dos resultados do fundo proporcional à quantidade em carteira. 

Os fundos compram dois tipos de ativo. Alguns preferem imóveis propriamente, como prédios comerciais, shoppings e galpões. Outros compram títulos de crédito imobiliário, papéis em que uma pessoa ou empresa toma dinheiro emprestado para construir e paga juros ao fundo. 

Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão do governo que fiscaliza o mercado de capitais, define as regras de funcionamento e obriga cada fundo a divulgar suas informações. 

Com essa definição em mente, é hora de entender como esse investimento funciona na prática. 

Como funcionam os fundos imobiliários?

Como explicamos anteriormente, um fundo imobiliário é como um condomínio de investidores. Várias pessoas aplicam em um patrimônio comum, que o fundo divide em cotas negociadas na B3. Um gestor profissional escolhe os imóveis e os títulos da carteira, enquanto cada cota dá direito a uma fração dos empreendimentos e dos resultados. 

Duas figuras sustentam a estrutura. O gestor profissional toma as decisões de investimento: compra, vende e negocia contratos de aluguel dentro do que o regulamento permite. 

Já o administrador cuida da parte técnica e legal, controla o caixa, presta contas à CVM e publica os relatórios mensais. O cotista acompanha o desempenho sem assumir nenhuma dessas rotinas. 

Caso a aplicação tenha sucesso, os rendimentos e lucros são divididos de forma proporcional entre os cotistas, de acordo com a quantia investida por cada um deles. 

Para ilustrar, imagine um fundo que comprou um galpão logístico por R$ 100 milhões e dividiu o patrimônio em 1 milhão de cotas de R$ 100. Uma transportadora aluga o espaço e paga R$ 800 mil por mês. 

Depois de descontar custos como manutenção, seguro e taxas, restam R$ 700 mil. Esse valor é distribuído entre os cotistas: quem tem 100 cotas recebe 0,01% do total, ou R$ 70 naquele mês; quem tem 1.000 cotas recebe R$ 700. 

Vale destacar que esses rendimentos são geralmente isentos da cobrança de imposto de renda. 

Cada fundo monta a carteira segundo uma estratégia própria, e essa escolha separa os fundos imobiliários em três tipos. 

Quais são os tipos de fundos imobiliários? 

Tijolo, papel e híbrido são as três principais categorias. Fundos de tijolo compram imóveis físicos e recebem aluguel. Fundos de papel investem em títulos de crédito imobiliário e recebem juros. Fundos híbridos misturam as duas alternativas na mesma carteira. A escolha influencia o risco e a previsibilidade da renda. 

Cada tipo de FII tem uma origem diferente para o dinheiro que é repassado ao investidor. Saiba os detalhes a seguir.

1. Fundos de tijolo

Fundos de tijolo investem em imóveis propriamente ditos, como galpões de logística, lajes e shoppings. De forma geral, os rendimentos dessa modalidade provêm dos aluguéis pagos pelos inquilinos. 

Mas nem todo fundo de tijolo é igual. Isso porque um gestor pode optar por aplicar em múltiplos empreendimentos, enquanto outros podem concentrar em uma única propriedade. 

Também há diferenças nos tipos de imóveis. Por exemplo, as necessidades de um hospital são bem diferentes das de um escritório. 

Um hospital assina contrato longo, faz obras caras na estrutura e dificilmente sai. Uma laje corporativa troca de inquilino com mais frequência e costuma sofrer mais com a oferta de escritórios na região. 

No mercado, há fundos concentrados em um só segmento e fundos que combinam vários perfis de construção.

2. Fundos de papel

Também conhecidos como fundos de recebíveis, os fundos de papel compram títulos ligados ao crédito imobiliário em vez dos imóveis. O fundo empresta dinheiro para construtoras e incorporadoras e recebe juros, corrigidos por índices como o IPCA ou o CDI. 

Os gestores dessa categoria trabalham com alternativas variadas: 

  • Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), emitidas por bancos; 
  • Letras Hipotecárias (LHs), garantidas por financiamentos habitacionais; 
  • Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), ligados a projetos urbanos. 

Alguns fundos de papel compram ainda cotas de outros fundos imobiliários ou ações de empresas do setor. 

A renda do fundo de papel tende a ser mais regular do que nos de tijolo, pois os contratos já têm prazos e taxas definidos. Por outro lado, a carteira sente rapidamente as mudanças nos juros e na inflação.

3. Fundos híbridos

Os fundos imobiliários híbridos combinam investimentos em imóveis físicos, como prédios comerciais, centros logísticos e shoppings, com ativos financeiros do setor, como CRIs. 

A ideia é equilibrar as duas fontes de retorno. Os imóveis geram aluguel e representam patrimônio real. Os papéis trazem juros e reagem a outros fatores econômicos. Se um lado tiver dificuldades, o outro pode sustentar a distribuição. 

Por outro lado, o acompanhamento envolve dois mercados para entender o desempenho do fundo, o que pode dificultar a comparação com outros investimentos. 

O quadro abaixo resume as diferenças práticas entre os três tipos de fundos imobiliários: 

Tipo de fundo
Origem da renda
Principais ativos
Ponto de atenção
Perfil que costuma combinar
Tijolo
Aluguel pago pelos inquilinos.
Shoppings, lajes corporativas, galpões logísticos e hospitais.
Vacância e custo de manutenção dos imóveis.
Conservador a moderado.
Papel
Juros dos títulos de crédito.
CRIs, LCIs, LHs e CEPACs.
Sensibilidade a mudanças de juros e de inflação.
Moderado a arrojado.
Híbrido
Aluguel e juros na mesma carteira.
Imóveis físicos somados a CRIs.
Análise mais complexa, com dois mercados a acompanhar.
Moderado

Mas como esses investimentos geram retorno? Descubra a seguir. 

Como funciona a rentabilidade dos fundos imobiliários? 

O retorno dos FIIs vem de duas formas. A primeira é a distribuição periódica de resultados, geralmente paga todo mês a quem tem cotas. A segunda é a diferença entre o preço de compra e o de venda na bolsa. Cada uma dessas formas tem regras de tributação diferentes. 

Entenda. 

Rendimentos mensais 

O fundo recebe aluguéis e juros ao longo do mês, desconta as despesas e distribui o resultado entre os cotistas. O valor cai na conta da corretora, sem necessidade de vender nada. Quem tem mais cotas recebe proporcionalmente mais. 

A frequência normalmente é mensal, mas pode variar conforme o regulamento do fundo. Alguns pagam a cada trimestre. O valor também muda de mês para mês, dependendo do aluguel recebido, da vacância dos imóveis e das despesas do período. 

No mercado, essa distribuição é chamada de dividendos de FIIs, parecida com o que as empresas pagam aos acionistas. Mas, nos documentos do fundo, o termo técnico é rendimento. Nos relatórios e plataformas, os dois termos costumam ter o mesmo significado. 

Pessoas físicas costumam receber esses rendimentos sem cobrança de Imposto de Renda, mas a isenção não é automática. A lei exige três condições ao mesmo tempo

  • O fundo precisa reunir no mínimo 100 cotistas; 
  • O fundo precisa ter as cotas negociadas só em bolsa ou em mercado de balcão organizado; 
  • Não é possível ter 10% ou mais das cotas do fundo, nem receber mais de 10% do total de rendimentos distribuídos. 

Na prática, quem compra poucas cotas de fundos imobiliários grandes e listados na B3 geralmente cumpre as três condições sem dificuldade. O terceiro item só afeta quem investe valores muito altos em fundos pequenos. Se alguma condição não for cumprida, a distribuição passa a ser tributada. 

Valorização da cota 

O preço da cota varia todos os dias na bolsa, como acontece com as ações. A compra sai por um valor e a venda pode sair por outro, maior ou menor. O lucro só acontece na venda

O preço da cota muda de acordo com a oferta e a procura, mas também reflete o que o mercado pensa sobre os imóveis do fundo, os contratos de aluguel e o cenário de juros. Por isso, um fundo pode pagar bons rendimentos e, mesmo assim, ter a cota em queda. 

Quando há ganho na venda, o valor entra na declaração e sofre incidência de Imposto de Renda à alíquota de 20% sobre o lucro, sem faixa de isenção por valor negociado. O recolhimento é de responsabilidade do investidor, por meio de DARF, no mês seguinte à operação. 

Entenda melhor como funcionam os impostos dos FIIs no vídeo abaixo:

COMO FUNCIONAM OS IMPOSTOS DOS FUNDOS IMOBILIÁRIOS PARA PESSOAS FÍSICAS | SEU BOLSO PERGUNTA #17

Nenhum fundo garante rendimento nem valorização. As duas frentes dependem do desempenho dos imóveis, dos contratos e do mercado. 

Em resumo, os dividendos de FIIs e o ganho na venda seguem lógicas diferentes, tanto em frequência quanto em tributação. 

Qual a diferença entre os dividendos de FIIs e o ganho na venda da cota? 

O quadro abaixo resume as duas frentes de retorno: 

Critério
Rendimentos mensais
Ganho na venda da cota
Origem do lucro
Aluguéis e juros recebidos pela carteira.
Diferença entre o preço de compra e o de venda.
Frequência
Mensal na maioria dos fundos.
Pontual, só no momento da venda.
Imposto de Renda
Isento para pessoa física, se cumpridas as três condições da lei.
20% sobre o lucro apurado.
O que faz o valor variar
Vacância, contratos de aluguel e despesas do fundo.
Oferta e procura na bolsa, juros e percepção sobre os imóveis.

Como todo investimento, há prós e contras. Por isso, é importante avaliá-los antes de investir em FIIs. 

Quais são as vantagens e desvantagens dos FIIs? 

Facilidade de comprar e vender cotas na bolsa, valor baixo de entrada, distribuição periódica de resultados e possibilidade de espalhar o dinheiro por vários imóveis são algumas das vantagens. Do lado negativo, entram a oscilação de preço, a vacância, a falta de previsibilidade e o imposto sobre o lucro na venda. 

Cada ponto pesa de forma diferente conforme o prazo e o objetivo de quem investe em fundos imobiliários. As vantagens vêm primeiro.

Vantagens 

  • Liquidez: a venda das cotas acontece na bolsa em segundos, sem corretor de imóveis, sem escritura e sem espera por comprador; 
  • Entrada acessível: com valores na casa de dezenas ou centenas de reais, já há participação em um shopping ou em um galpão; 
  • Renda passiva com FIIs: a distribuição costuma cair todo mês na conta da corretora, sem necessidade de vender nada; 
  • Isenção de imposto sobre os rendimentos: pessoas físicas que cumprem as três condições da lei recebem a distribuição sem desconto de Imposto de Renda; 
  • Diversificação: o mesmo dinheiro se divide entre fundos de setores e regiões diferentes, alternativa inviável na compra de um imóvel só; 
  • Gestão profissional: o gestor cuida de contratos, reformas, inquilinos e cobranças. A rotina de proprietário (administração e manutenção) fica fora da agenda do investidor. 

Desvantagens 

  • Oscilação de preço: a cota sobe e desce todo dia na bolsa, e o valor pode ficar abaixo do preço pago; 
  • Vacância: um imóvel desocupado deixa de gerar aluguel, o que reduz a distribuição do mês; 
  • Imposto sobre o ganho na venda: o lucro apurado na venda de cotas paga 20%, sem faixa de isenção por valor negociado; 
  • Volume de negociação baixo em alguns fundos: fundos pequenos têm poucos negócios por dia, e a venda de um lote maior pode sair por um preço pior; 
  • Falta de controle: as decisões sobre comprar, vender ou reformar imóveis ficam com o gestor, dentro do que o regulamento permite. 

Nenhum investimento é totalmente seguro, e os FIIs não fogem à regra. O peso de cada item acima muda conforme o fundo, o prazo do aporte e a fatia da carteira destinada ao produto. 

Após essa análise, chegou a hora de colocar em prática: como investir em FIIs?

Como investir em FIIs? 

Abra conta em uma corretora autorizada pela CVM, como o C6 Bank. Em seguida, preencha a análise de perfil de investidor e pesquise os fundos disponíveis na plataforma. Depois, envie a ordem de compra e acompanhe os relatórios mensais de cada fundo que entrar na carteira. 

Cada etapa dessa jornada tem detalhes que mudam o resultado de quem está começando agora. Acompanhe o passo a passo de como investir em FIIs:

1. Abra conta em uma corretora 

A compra de cotas de fundos imobiliários acontece na bolsa, então o investidor precisa de uma instituição autorizada pela CVM e habilitada na B3. No C6 Bank, a conta digital fica pronta com muita rapidez, sem papelada e sem taxas, e já dá acesso ao C6 Invest. 

Os custos entram na decisão. Corretagem e taxa de custódia podem diminuir o rendimento de quem compra cotas com frequência. No C6 Invest, não há cobrança de corretagem nem de custódia para renda variável no Brasil, incluindo os FIIs. 

2. Preencha a análise de perfil de investidor

O questionário serve para identificar a tolerância a oscilações e objetivos. FIIs são investimentos de renda variável, e o resultado da análise mostra se esse produto combina com o perfil traçado. 

A classificação resulta em três perfis: 

  • Conservador: prioriza a previsibilidade e aceita pouca variação no valor investido; 
  • Moderado: convive com alguma oscilação em troca de um retorno potencialmente maior; 
  • Arrojado: aceita variações amplas no curto prazo em busca de resultado no longo prazo. 

Leia mais sobre como funciona a análise de perfil de investidor, um passo essencial antes de decidir investir em fundos imobiliários ou outros tipos de produtos financeiros. 

3. Pesquise os fundos 

Cada fundo publica um relatório mensal com a lista de imóveis, a taxa de vacância, os contratos de aluguel, as despesas e a distribuição do período. O documento fica no site do administrador e na página do fundo na B3. 

Consulte também o volume médio de negociação. Fundos com poucos negócios por dia podem dificultar a venda de lotes maiores. 

4. Invista com consciência 

Depois da escolha do fundo, chega a etapa da ordem de compra. A negociação acontece como na compra de ações, direto na bolsa: basta digitar o código do fundo, informar a quantidade de cotas e o preço, e enviar a ordem pelo home broker

No C6 Invest, o Home Broker reúne a compra e a venda de cotas, as cotações em tempo real e o acompanhamento da carteira. 

5. Acompanhe os rendimentos 

A distribuição cai na conta da corretora conforme o calendário de cada fundo. Além do valor recebido, os relatórios mensais merecem acompanhamento: a saída de um inquilino importante ou a compra de um novo imóvel pode mudar a distribuição dos meses seguintes. 

Saiba mais sobre o cálculo do rendimento mensal dos FIIs no vídeo abaixo:

FUNDOS IMOBILIÁRIOS: COMO CALCULAR SEU RENDIMENTO MENSAL | SEU BOLSO PERGUNTA #7

Um dos passos que mostram como investir em FIIs merece mais atenção: a escolha do fundo. Confira os critérios para analisar. 

Como escolher um FII? 

Analise o preço das cotas e compare o dividend yield, indicador que mostra a relação entre a distribuição e o valor da cota. Em seguida, examine a composição da carteira, os contratos de aluguel e a localização dos imóveis. Por fim, consulte o volume médio de negociação. 

Esses critérios aparecem nos relatórios mensais de cada fundo imobiliário e nas plataformas de investimento. Entenda o peso de cada um. 

Dividend yield 

Dividend yield é um termo em inglês que significa “rendimento do dividendo” e indica a taxa de retorno de um determinado fundo imobiliário. 

Um percentual alto chama atenção, mas é necessário contexto. O número sobe quando a distribuição cresce, e também quando o preço da cota cai. No segundo caso, o indicador alto sinaliza desconfiança do mercado sobre a carteira, não necessariamente oportunidade. 

Por isso, compare o histórico do próprio fundo com o de outros fundos do mesmo segmento. Um dividend yield isolado, sem série histórica nem comparação, reflete pouco sobre a qualidade do investimento. 

Para calcular o índice, basta dividir os dividendos pagos nos últimos 12 meses pelo valor das cotas do fundo imobiliário.

Composição da carteira 

O desempenho do fundo depende dos ativos que compõem a carteira. Por isso, o relatório mensal merece leitura atenta: quais imóveis, onde ficam, quantos inquilinos ocupam os espaços e quando os contratos vencem. 

Essas informações ajudam a entender o nível de concentração e o risco de vacância. Um fundo com um único inquilino, por exemplo, depende inteiramente daquele contrato. Já um fundo com dezenas de locatários dilui esse risco, embora possa exigir uma gestão mais complexa. 

As características dos próprios imóveis também fazem diferença. A localização e o padrão de cada propriedade influenciam a facilidade de locação. Um galpão próximo a um grande centro urbano, por exemplo, tende a encontrar inquilinos com mais facilidade do que um imóvel isolado. 

Liquidez 

Outro ponto relevante é a liquidez, ou seja, a facilidade de transformar cotas em dinheiro pelo preço justo. A liquidez depende de um fator simples: a quantidade de investidores dispostos a comprar no momento da venda. 

A negociação na bolsa funciona por encontro de ordens. De um lado, quem quer vender; de outro, quem quer comprar. Quando um fundo tem muitos negócios por dia, há sempre ofertas de compra na fila, e a ordem de venda se completa em segundos, por um preço próximo ao da última cotação. 

Em fundos pouco negociados, a fila é curta. As ofertas de compra aparecem em quantidade menor e por valores mais distantes do preço de tela. Nesse cenário, a venda de um lote maior tem dois caminhos, e ambos custam: esperar dias até surgir comprador para o volume desejado ou baixar o preço até encontrar quem aceite comprar na hora. 

O volume médio diário de negociação, disponível na página do fundo na B3 e nas plataformas de investimento, mede essa profundidade. Quanto maior o volume, menor a chance de o investidor precisar escolher entre pressa e preço. 

Além disso, as cotas têm uma vantagem em relação aos imóveis físicos: são negociadas em frações. O investidor se desfaz de parte da posição e mantém o restante aplicado, alternativa que não existe na venda de um imóvel inteiro. 

Compreendido o que são fundos imobiliários e como funcionam, falta a parte prática: comprar a primeira cota.

Como investir em FIIs pelo C6 Invest? 

No C6 Invest, plataforma de investimentos do C6 Bank, há diferentes FIIs disponíveis para consulta e comparação. Siga estas etapas

  1. Abra o app do C6 Bank e toque em "C6 Invest", na página inicial; 
  1. Selecione "Investir" e, na seção "Produtos", escolha "Bolsa de Valores"; 
  1. Toque em "Categoria" e filtre por "Fundos Imobiliários (FIIs)" para reduzir o catálogo; 
  1. Escolha o fundo e confirme o aporte. 

Quem ainda não tem cadastro na corretora precisa enviar os dados antes do primeiro aporte, em um processo no próprio app. 

Conheça o C6 Invest, confira todas as opções de renda variável além dos FIIs e encontre as que combinam com o seu perfil de investidor. 

Aproveite para ler também

Perguntas frequentes 

Esta seção reúne as dúvidas mais comuns sobre os FIIs: tributação, valor de entrada, distribuição de rendimentos e critérios de escolha. 

FIIs pagam Imposto de Renda? 

Depende da fonte do lucro. A distribuição periódica costuma ficar livre de cobrança para pessoa física, desde que o fundo tenha as cotas negociadas em bolsa, reúna no mínimo 100 cotistas e o investidor detenha menos de 10% do total de rendimentos distribuídos. Já o lucro apurado na venda de cotas paga 20%. 

Qual o valor mínimo para investir em FIIs? 

Não existe aporte mínimo definido por lei. Cotas costumam custar entre dezenas e centenas de reais, conforme o fundo. A compra acontece unidade por unidade, sem lote mínimo. A corretagem e a taxa de custódia mudam de instituição e alteram o custo total da operação. 

Como obter renda passiva com fundos imobiliários? 

A renda passiva com FIIs vem da distribuição periódica de resultados, paga na maioria dos casos todo mês. O valor depende da quantidade de cotas e do desempenho da carteira. Nenhum fundo garante quanto vai pagar, e o montante varia conforme aluguéis recebidos, vacância e despesas do período. 

Para saber mais sobre dividendos, baixe o e-book e tenha acesso a um material completo sobre viver de renda. 

Como escolher um bom FII? 

A análise combina quatro critérios: a taxa de retorno em relação ao preço da cota, a composição da carteira, o volume médio de negociação e a taxa de administração. Um indicador isolado diz pouco, já que retorno alto pode refletir queda no preço da cota. 

Este conteúdo tem caráter informativo e não representa uma recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão financeira, avalie seus objetivos e perfil de risco. Se tiver dúvidas, conte com o suporte de um especialista. 

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app. 

Este material não oferece garantias ou declarações, explícitas ou implícitas, sobre rentabilidades futuras dos produtos ou serviços mencionados. As informações aqui são baseadas em simulações, e os resultados reais podem variar consideravelmente.  


Editor

Leonardo Uller

Jornalista e pós-graduado em Gestão, Empreendedorismo e Marketing, com experiência em produção de conteúdo para o mercado financeiro há mais de dez anos.

Tags relacionadas

fiis
fundos imobiliários
fundos investimento
invest
investimentos
renda passiva

Índice

NOSSAS REDES SOCIAIS

Posts relacionados

Pessoa fazendo cálculos de onde investir para ter lucro mensal.

Como investir dinheiro e ter lucro mensal? É possível? 

Saiba como investir dinheiro e ter lucro mensal, compare diferentes alternativas de investimento e confira as estratégias para gerar renda recorrente.

Onde investir 200 mil reais? Dicas e como diversificar 


Explorar categoria